Polícia

Mulher que teve 90% do corpo queimado segue em estado crítico; familiares cobram vaga em UTI

Moradores realizaram protesto em Maceió enquanto família pede transferência da vítima para uma Unidade de Terapia Intensiva

Por Redação 30/06/2026 09h37 - Atualizado em 30/06/2026 09h41
Mulher que teve 90% do corpo queimado segue em estado crítico; familiares cobram vaga em UTI
Ana Paula de Oliveira da Silva, de 43 anos, permanece internada em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE) - Foto: Reprodução

Ana Paula de Oliveira da Silva, de 43 anos, permanece internada em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, após sofrer queimaduras em cerca de 90% do corpo durante uma tentativa de feminicídio registrada na última sexta-feira (26), no bairro Tabuleiro do Martins.

Nessa segunda-feira (29), familiares e moradores realizaram um protesto na região da Bomba do Gonzaga para cobrar assistência à vítima e denunciar a gravidade do caso. A mobilização ocorreu dias após o crime, que deixou Ana Paula com queimaduras extensas, além de perda dos cabelos e lesões nos olhos.

De acordo com a investigação, a vítima relatou à polícia que foi levada pelo companheiro até uma área de mata, na região conhecida como Favela da Coca, onde o homem utilizou combustível para atear fogo em seu corpo durante uma crise de ciúmes.

O suspeito foi preso em flagrante poucas horas depois, após ser localizado em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde recebia atendimento médico por queimaduras em uma das pernas.

Em depoimento à Polícia Civil, uma das filhas de Ana Paula contou que a mãe já sofria agressões do companheiro antes da tentativa de feminicídio. Segundo ela, o homem teria saído para comprar gasolina, retornado ao imóvel e arrastado a vítima pelos cabelos até a área de mata, onde colocou fogo em seu corpo.

"Ele foi comprar gasolina, planejou tudo e voltou. Depois, arrastou ela pelos cabelos e ateou fogo", relatou a filha aos policiais.

A jovem também afirmou que, na semana anterior ao crime, o suspeito já havia agredido a mãe de forma violenta, chegando a mordê-la. 

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que apura as circunstâncias e a motivação do crime.